"São tempos estranhos, meu jovem, mas se você se esforçar, poderá se tornar um otimista."
30.000 VEZES. Esse é o número de vezes que vocês bateram à porta do café cultural chamado Pequenos Prazeres de Stevan Lekitsch, sentaram-se em uma de nossas mesinhas na calçada e se juntaram a mim na busca pela beleza nos detalhes do cotidiano.
E não há melhor maneira de celebrar esse marco do que com uma pequena homenagem à musa dos nossos pequenos prazeres: a fantástica Amélie Poulain!
Assim como Amélie encontra alegria em quebrar a crosta do crème brûlée (quem não ama ouvir aquele crack?), cada clique, cada comentário e cada compartilhamento de vocês foi o meu "pequeno prazer" diário.
A cada 30.000 visualizações, um Gnomo de Jardim sai em uma nova viagem.
A cada 30.000 visualizações, encontramos mais uma Caixa de Lembranças escondida na parede.
E a cada 30.000 visualizações, sabemos que estamos no caminho certo: o de transformar o ordinário em extra_ordinário.
Obrigado! Obrigado por mergulharem comigo nos detalhes, nas lembranças e nas alegrias inesperadas. Este blog é a prova de que a felicidade está, sim, nas coisas mais simples — e em uma comunidade incrível que sabe apreciá-las.
Que venham os próximos 30.000 momentos de "pequenos prazeres" para desvendar! ✨
Assisti numa sentada só a nova série "Tremembé" do Prime Vídeo. E adorei!
Primeiro porque conheço Tremembé (SP), a cidade, não o presídio, pois já fiz um trabalho para a Secretaria de Cultura da cidade.
Segundo porque tenho um certo fascínio pelos "true crimes", principalmente nacionais. E nisso a série está cheia.
O presídio de Tremembé reúne quase todos os criminosos mais famosos do Brasil: Suzane Von Richthofen, Danie e Cristian Cravinhos, Elize Matsunaga, Gil Rugai, Lindemberg Farias, Ana Carolina Jatobá, Alexandre Nardoni, e muitos outros que aparecem de relance na série. É, como disse no título, a Hollywood dos Criminosos Brasileiros, todos reunidos num só lugar.
Terceiro porque, depois de assistir, descobri um conhecido no elenco. O ator Lêon Moreno, que faz o assassino Gil Rugai na série, foi o ator principal de um documentário do qual participei sobre o pintor brasileiro Almeida Júnior, curiosamente, também vítima de um assassinato em Piracicaba (SP), cidade onde já trabalhei e morei.
Quarto, o viés LGBT que a série aborda, afinal, Cristian Cravinhos, Suzane e Elize acabam por ter relacionamentos com pessoas do mesmo sexo dentro da prisão, seja por proteção, segurança, conveniência, ou vontade mesmo. A quantidade de personagens LGBTs na série é enorme. Destaque para Sandrão (Letícia Rodrigues) que namora Elize e Suzane ao mesmo tempo; o namorado de Cristian, Duda (João Pedro Mariano); Terremoto (Miguel Nader), outro gay da trama; a mulher trans Gal (Luan Carvalho), e por aí vai.
Enfim, são muitos os motivos para assistir a série.
Ela foi dirigida pela Vera Egito, que, além de diretora é roteirista, e fez (pra mim) uma das melhores cinebiografias brasileiras, o filme "Elis" (2016) sobre a cantora de mesmo nome. Já vi o filme dezenas de vezes e não me canso, tão bom é a direção e o roteiro (dela).
Ela também trabalhou no curioso "O Cheiro do Ralo" (2007) um daqueles deliciosos filmes brasileiros, em que Selton Mello decide fazer o que não pode fazer nas telas convencionais. Assistam, é uma pérola da nossa cinematografia.
Vale ressaltar que a escolha do elenco está perfeita. Marina Ruy Barbosa me surpreendeu como Suzane, mesmo tendo gostado muito da versão da Carla Dias nos filmes que fez pra mesma Prime Video. Alexandre Nardoni (Lucas Oradovschi) está idêntico ao original, e a atriz que faz a Elize Matsunaga (Carol Garcia) faz a gente esquecer que é uma atriz.
Destaque também para o sempre excelente Anselmo Vasconcelos, ator de longa data, fazendo o médico Roger Abdelmassih, abusador de suas pacientes. Só elenco bom!
E fica a ressalva de que a maioria desses criminosos já está solto, pois suas penas já terminaram. A fase que a série retrata é quanto todos ainda estavam juntos na penitenciária,