sexta-feira, 9 de outubro de 2026

SÃO PAULO: Sinfonia Paulistana, a música.

A Sinfonia Paulistana que, na verdade, chama-se "Amanhecendo" de Billy Blanco, foi concluída em 1973 e lançada oficialmente em 1974 pela gravadora Odeon (com 10 anos de trabalho dedicados à sua composição). Imaginei que seria no início dos anos 70, pois o Metrô é citado na letra.

O Metrô de São Paulo (SP) foi inaugurado oficialmente em 14 de setembro de 1974.  A Companhia do Metropolitano de São Paulo foi constituída anos antes, em 24 de abril de 1968. Cheguei a andar muito com o meu avô (citado abaiixo) logo após a inauguração, aos 3 anos de idade.

• Composição e Tempo: Billy Blanco levou cerca de 10 anos para compor a obra.

• Estrutura: É composta por 15 movimentos/canções que retratam a história de São Paulo, desde o padre José de Anchieta até os dias atuais.

• Lançamento: Saiu em LP de vinil em 1974, com arranjos do maestro Chico de Moraes e produção de Aloysio de Oliveira, reunindo vozes como Elza Soares, Pery Ribeiro, Cláudia, Claudette Soares, Miltinho e Nadinho da Ilha.

Meu avô, o português Joaquim Azevedo da Costa Serra, de Santo Tirso (Portugal), acordava todos os dias de manhã e ligava o radinho de pilha na rádio Jovem Pan. E lembro-me dessa música tocar de meia em meia hora por cima das falas dos locutores, principalmente para informar a hora.

Ouça: 


E ainda tinha uma segunda música, que era tipo um combo, geralmente tocada antes desta acima: Tema de São Paulo.



sábado, 22 de agosto de 2026

CANAL 100: Itaú e Cinemateca restauram e digitalizam acervo futebolístico!!!

CANAL 100: Itaú e Cinemateca restauram e digitalizam acervo futebolístico!!!

Ainda me lembro de ir no Cinema e assistir aos curtas do Canal 100 antes do filme. Se o último foi em 1986, eu já tinha 14 anos de idade, e já ia ao cinema regularmente. Parabéns pela iniciativa do Itaú juntamente com a Cinemateca Brasileira. 

Infelizmente, e, como na maioria das vezes, se empresas privadas não colaboram, a nossa Cultura vai, literalmente pro brejo, como já aconteceu inúmeras vezes durante os incêndios e inundações da Cinemateca. Bem haja Itaú, banco do qual sou cliente e devo ter contribuído muito para estes restauros e digitalizações.

A Cinemateca Brasileira recuperou, catalogou e digitalizou cinejornais do Canal 100, o maior acervo cinematográfico de futebol do país. E parte dessas produções, datadas de 1957 a 1986, você pode encontrar na Itaú Cultural Play (IC Play), em 8 episódios que resgatam feitos e frustrações de jogadores como Pelé, Zico, Garrincha e Sócrates.

Momentos históricos do futebol brasileiro são eternizados nesta coletânea composta por cinejornais do Canal 100, o maior acervo cinematográfico de esportes no país. A programação especial conta com grandes nomes que fizeram história em campo, como Pelé, Zico, Garrincha e Sócrates. Partidas em território nacional e internacional resgatam momentos de comemoração e frustração vividos pela seleção brasileira.

Assista em: https://www.itauculturalplay.com.br/content/series/coletanea-canal-100-memorias-do-futebol

terça-feira, 18 de agosto de 2026

ATRIZ: Laura Cardoso (1927 - 2026)

ATRIZ: Laura Cardoso (1927 - 2026)

Tive a honra de, uma vez, quase de madrugada, a conhecer num restaurante de São Paulo (SP). Ela vinda de alguma peça e eu e um amigo também. Muito simpática, atenciosa, disponível. 

Fez centenas de personagens marcantes, mas, para mim, ia citar apenas um, mas não consigo. 

A tríade feita por ela, Lima Duarte e Tony Ramos em "Caminho das Índias" (2009) foi uma das mais belas das novelas brasileiras. 

E, sua implacável Maria Doroteia na minissérie Gabriela (2012) que criticava tudo e todos, mas tinha um passado pior do que o de todo mundo, foi impagável!!!  

E para finalizar, seu papel pequeno, mas igualmente inesquecível, num dos MAIORES filmes da cinematografia brasileira "Terra Estrangeira" (1995), com a oscarizada Fernanda Torres dirigidas pelo mago Walter Salles. 

Que atriz!!!! O mundo, as telas e os palcos ficaram menos brilhantes a partir de hoje. #globo #LauraCardoso Ver menos

sexta-feira, 31 de julho de 2026

ODISSÉIA: A Ligação de Homero com o Nordeste do Brasil

A história da música "Mulher Nova, Bonita e Carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor" envolve a fusão do repente nordestino com a MPB e um grande sucesso da televisão brasileira. E tem uma forte ligação com A Odisseia de Homero!!

A letra teria sido escrita em 1973.

Todo o seu primeiro trecho fala do amor de Helena (de Troia) e Menelau.

Origem Poética (Otacílio Batista) 

A letra nasceu como um poema de cordel escrito pelo poeta, cantador e repentista paraibano Otacílio Batista (1923–2003), criado na década de 1970.

Existem 2 registros históricos fundamentais sobre a origem e a circulação do texto:

• 1973 - Primeira gravação de repente: O versos do famoso mote "Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor" foram registrados pela primeira vez no álbum em vinil "Cantador, Verso e Viola – Violeiros do Pajeú", lançado pelo selo Passarela em 1973. Nesse disco, Otacílio Batista declama e improvisa as décimas ao lado do parceiro repentista Clodomiro Paes. 

• 1976 - Publicação em livro: A versão escrita consolidada do poema foi publicada no livro de poesias do próprio Otacílio em 1976. 

A poesia foi composta na forma tradicional de décimas (estrofes de 10 versos). 

O tema central é a força e o poder de sedução do universo feminino sobre grandes homens e líderes da história. Nas estrofes, Otacílio alude a figuras históricas e lendárias que se renderam ao encanto das mulheres: 

• Menelau e Helena de Tróia (a Guerra de Tróia) (saiba mais abaixo).

• Alexandre, o Grande e Roxana (o conquistador dominado pela paixão). 

• Miguel de Cervantes (a poesia inspirada pelo amor). 

• Lampião e Maria Bonita (o "rei do cangaço" dobrado pelo feitiço do amor). 

A Melodia de Zé Ramalho 

O cantor e compositor Zé Ramalho, paraibano, primo de Elba Ramalho, e admirador da tradição dos cantadores do Nordeste, tomou conhecimento dos versos de Otacílio e os musicou. Zé manteve a métrica do repente e construiu uma melodia marcante e épica, unindo elementos do folclore nordestino com arranjos modernos de MPB e pop-rock. 

A Gravação de Amelinha (1982) 

Embora composta com a intervenção de Zé Ramalho, a canção foi entregue à cantora cearense Amelinha. Lançada em 1982 no álbum homônimo, a interpretação potente e emotiva de Amelinha transformou a faixa em um divisor de águas na sua carreira. A saber, Amelinha e Zé Ramalho eram casados na época da gravação.

A gravação foi uma grande produção que uniu o peso da música regional nordestina ao requinte dos arranjos de estúdio da MPB dos anos 1980 e uma ORQUESTRA!!!

Local e Produção

• Estúdios: A faixa foi gravada entre janeiro e fevereiro de 1982 nos Estúdios SIGLA, no Rio de Janeiro, lançada pela gravadora CBS. 

• Produção Musical: O álbum foi assinado por Zé Ramalho (então marido de Amelinha) em parceria com o produtor Mauro Motta, que também foi produtor de outros artistas como Raul Seixas, Agnaldo Timóteo, Amelinha, Elba Ramalho, Zé Ramalho, Claudia Telles, Jerry Adriani, Wanderléa, Turma do Balão Mágico, Fábio Júnior, Roberto Carlos, entre outros.

Zé Ramalho acompanhou de perto todo o conceito estético e sonoro do projeto. 

A Construção da Sonoridade: Base Pop + Nordestina + Orquestra!!

A faixa combina a rusticidade do repente com uma roupagem orquestral épica:

• A Base Acústica e Étnica: O próprio Zé Ramalho assumiu o violão e a viola de 12 cordas. Para reforçar a cadência nordestina, a percussão contou com Zé Leal no triângulo e Zé Gomes no ganzá. 

• Cozinha de MPB/Pop: A sustentação harmônica e rítmica foi gravada por músicos renomados: Arlindo (Pipiu) no violão, Chico Julien no baixo e Fernando Moura no piano elétrico.

• Cordas e Metais Dramáticos: O grande diferencial da arranjagem foi o trabalho de Chiquinho de Moraes, responsável pelo arranjo de cordas e metais. A gravação contou com uma verdadeira orquestra de estúdio, com dezenas de violinos, violas, flautas, trompas, trombones e trompetes, com a participação de nomes como o trompetista Márcio Montarroyos.

O Impacto com Lampião e Maria Bonita 

No mesmo ano de 1982, a Rede Globo estreou a minissérie "Lampião e Maria Bonita" (a primeira minissérie produzida pela emissora). A canção foi escolhida como um dos temas principais da trama, especialmente associada à figura de Maria Bonita e ao relacionamento do casal de cangaceiros. 

A exposição diária no horário nobre fez com que a música estourasse em todo o Brasil, levando o disco de Amelinha ao topo das paradas de vendas e consagrando o poema de Otacílio Batista na cultura popular brasileira.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

DEPP: Mais um Filme Genial com o Astro!!!

Ouvi essa história quando era criança, e NUNCA MAIS ESQUECI!! A Disney fez uma versão com o Tio Patinhas, e várias outras versões saíram, desse conto de Charles Dickens escrito em 1843 (somente 183 anos atrás). Com o nome original de "A Christmas Carol", "Um Conto de Natal" no Brasil, traz a história (com enorme fundo espírita) do Sr. Ebenezer Scrooge (daí o nome do filme) que odeia o Natal e tudo o que vem com ele. Até que seus fantasmas, do passado, presente e futuro, aparecem... agora nas mãos do TALENTOSÍSSIMO Johnny Depp. Doido pra ver! 



quarta-feira, 3 de junho de 2026

BLOCK NO TIGRINHO

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SÃO PAULO: Sinfonia Paulistana, a música.

A Sinfonia Paulistana que, na verdade, chama-se "Amanhecendo"  de Billy Blanco, foi concluída em 1973 e lançada oficialmente em 19...