quarta-feira, 28 de outubro de 2026

CARRIE: Uma Releitura SUPER Atual e Pertinente!!!

CARRIE: Uma Releitura SUPER Atual e Pertinente!!!

Ontem terminei de assistir a nova produção Carrie (no Brasil, Carrie, A Estranha, assim como os demais filmes), série de 8 episódios produzida pela Amazon MGM Prime Video baseada no CLÁSSICO de Stephen King (também produtor desta) de 1974 (escrito 2 anos depois de eu nascer).

Assisti a primeira versão, de Brian De Palma, de 1974. Brilhantemente, no último episódio da série, Brian é homenageado. Carrie, ao andar pelas ruas de Ewen, passa na frente do cinema da cidade, e está passando uma "retrospectiva Brian De Palma", descrito no letreiro.

Vale lembrar também da clássica cena da novela "Chocolate com Pimenta" (2003) onde é recriada a cena do baile de formatura (aqui uma festa de inauguração) com a atriz Mariana Ximenes levando com um balde de tinta na cabeça.

É uma história que atravessa décadas, e que envolve religião, espiritismo, poderes paranormais, bullying, entre outros temas. E essa versão da Amazon foi brilhantemente adaptada.

O diretor, Mike Flanagan, também produtor e roteirista, é o mesmo diretor de "Doutor Sono" (2019), também baseado em livro de Stephen King e a continuação de outro clássico, "O Iluminado" (1980) também de King, com a inesquecível atuação de Jack Nicholson.

Aliás, o tema terror e sobrenatural é frequente na filmografia de Flanagan, que também adaptou livros e contos de Edgar Allan Poe (1809-1849 - mestre do suspense escrito), além de falar sobre temas como a placa Ouija, exorcismo, e por aí vai.

Nessa série, claro que a personagem principal é Carrie, mas a trama está também muito focada numa discussão SUPER atual: as redes sociais e o seu peso no mundo moderno, e o bullying, tanto digital quanto real, que altera as dinâmicas, nesse caso, inicialmente, as escolares, e porteriormente as familiares e sociais.

O tema é tratado de forma pesada, mas reflete muito a situação atual das escolas, que estão dominadas pelo bullying, que chega a ser agressivo, violento e, por vezes, fatal. Numa escola de Portugal recentemente, 3 alunos se suicidaram numa mesma semana, com suspeitas de terem sido vítimas de bullying por parte dos colegas. 

Sabemos também que, grande parte dos tiroteiros acontecidos em colégios, escolas, universidades, é resultado de um acúmulo de frustrações e bullings feitos por alunos e até mesmo professores por meses ou anos, que culminam num ato de "vingança" e um tiroteio em massa.

A questão do bullying é MUITO BEM explorada na série, onde afirmo que é um dos seus grandes trunfos. Vai mostrando aos poucos como esse bullying, e a ineficiência da escola em tratar do assunto, vai corroendo as relações em geral, de alunos com alunos, de alunos com professores, e até mesmo entre os professores. É um "cupim" social que vai comendo por dentro até que culmina no desabamento das relações e instituições.

E, claro, culmina com a clássica cena final do bullying master sofrido por Carrie, e se direi mais será spoiler. 

Destaque para as atuações da mãe de Carrie, a atriz norteamericana Samantha Sloyan, que dá um show de interpretação, fazendo uma mãe possessiva, obcecada, religiosa, fervorosa, mas ao mesmo tempo tóxica, vingativa e cruel. Ela já havia trabalhado em outras séries de sucesso, como Gray´s Anatomy e The Pitt, além de ter feitos outros filmes e séries com Flanagan.

A jovem Summer H. Howell, igualmente norteamericana, também está muito bem na série, alternando fases de ingenuidade, raiva, desespero, doçura, mostrando todos os lados de uma adolescente super controlada pela mãe tóxica e dominadora. Ela já tinha aparecidos nos filmes anteriores de Chucky, o Brinquedo Asssassino.

A sua rival, a atriz canadense Alison Thornton, também está muito bem na série, num crescente de maldade, fragilidade, guerra com os pais, com os colegas, que ela conduz muito bem. 

Outro ponto que me chamou muito a atenção é o colorido da série. A casa da família White (ironicamente branco em inglês, casa de Carrie e a mãe Margaret) é toda em tons de vermelho/laranja e verde, lembrando muito o colorido de Matrix, em contraste com a ausência de colorido da escola, que é todo em cinza e tons frios.

Enfim, para quem gosta de um terror clássico, cheio de plot twists (é um a cada episódio quase), a série Carrie, A Estranha da Prime Video é uma boa pedida, 

terça-feira, 27 de outubro de 2026

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

SÃO PAULO: Sinfonia Paulistana, a música.

A Sinfonia Paulistana que, na verdade, chama-se "Amanhecendo" de Billy Blanco, foi concluída em 1973 e lançada oficialmente em 1974 pela gravadora Odeon (com 10 anos de trabalho dedicados à sua composição). Imaginei que seria no início dos anos 70, pois o Metrô é citado na letra.

O Metrô de São Paulo (SP) foi inaugurado oficialmente em 14 de setembro de 1974.  A Companhia do Metropolitano de São Paulo foi constituída anos antes, em 24 de abril de 1968. Cheguei a andar muito com o meu avô (citado abaiixo) logo após a inauguração, aos 3 anos de idade.

• Composição e Tempo: Billy Blanco levou cerca de 10 anos para compor a obra.

• Estrutura: É composta por 15 movimentos/canções que retratam a história de São Paulo, desde o padre José de Anchieta até os dias atuais.

• Lançamento: Saiu em LP de vinil em 1974, com arranjos do maestro Chico de Moraes e produção de Aloysio de Oliveira, reunindo vozes como Elza Soares, Pery Ribeiro, Cláudia, Claudette Soares, Miltinho e Nadinho da Ilha.

Meu avô, o português Joaquim Azevedo da Costa Serra, de Santo Tirso (Portugal), acordava todos os dias de manhã e ligava o radinho de pilha na rádio Jovem Pan. E lembro-me dessa música tocar de meia em meia hora por cima das falas dos locutores, principalmente para informar a hora.

Ouça: 


E ainda tinha uma segunda música, que era tipo um combo, geralmente tocada antes desta acima: Tema de São Paulo.



sábado, 22 de agosto de 2026

CANAL 100: Itaú e Cinemateca restauram e digitalizam acervo futebolístico!!!

CANAL 100: Itaú e Cinemateca restauram e digitalizam acervo futebolístico!!!

Ainda me lembro de ir no Cinema e assistir aos curtas do Canal 100 antes do filme. Se o último foi em 1986, eu já tinha 14 anos de idade, e já ia ao cinema regularmente. Parabéns pela iniciativa do Itaú juntamente com a Cinemateca Brasileira. 

Infelizmente, e, como na maioria das vezes, se empresas privadas não colaboram, a nossa Cultura vai, literalmente pro brejo, como já aconteceu inúmeras vezes durante os incêndios e inundações da Cinemateca. Bem haja Itaú, banco do qual sou cliente e devo ter contribuído muito para estes restauros e digitalizações.

A Cinemateca Brasileira recuperou, catalogou e digitalizou cinejornais do Canal 100, o maior acervo cinematográfico de futebol do país. E parte dessas produções, datadas de 1957 a 1986, você pode encontrar na Itaú Cultural Play (IC Play), em 8 episódios que resgatam feitos e frustrações de jogadores como Pelé, Zico, Garrincha e Sócrates.

Momentos históricos do futebol brasileiro são eternizados nesta coletânea composta por cinejornais do Canal 100, o maior acervo cinematográfico de esportes no país. A programação especial conta com grandes nomes que fizeram história em campo, como Pelé, Zico, Garrincha e Sócrates. Partidas em território nacional e internacional resgatam momentos de comemoração e frustração vividos pela seleção brasileira.

Assista em: https://www.itauculturalplay.com.br/content/series/coletanea-canal-100-memorias-do-futebol

terça-feira, 18 de agosto de 2026

ATRIZ: Laura Cardoso (1927 - 2026)

ATRIZ: Laura Cardoso (1927 - 2026)

Tive a honra de, uma vez, quase de madrugada, a conhecer num restaurante de São Paulo (SP). Ela vinda de alguma peça e eu e um amigo também. Muito simpática, atenciosa, disponível. 

Fez centenas de personagens marcantes, mas, para mim, ia citar apenas um, mas não consigo. 

A tríade feita por ela, Lima Duarte e Tony Ramos em "Caminho das Índias" (2009) foi uma das mais belas das novelas brasileiras. 

E, sua implacável Maria Doroteia na minissérie Gabriela (2012) que criticava tudo e todos, mas tinha um passado pior do que o de todo mundo, foi impagável!!!  

E para finalizar, seu papel pequeno, mas igualmente inesquecível, num dos MAIORES filmes da cinematografia brasileira "Terra Estrangeira" (1995), com a oscarizada Fernanda Torres dirigidas pelo mago Walter Salles. 

Que atriz!!!! O mundo, as telas e os palcos ficaram menos brilhantes a partir de hoje. #globo #LauraCardoso Ver menos

CARRIE: Uma Releitura SUPER Atual e Pertinente!!!

Ontem terminei de assistir a nova produção Carrie (no Brasil, Carrie, A Estranha, assim como os demais filmes), série de 8 episódios produzi...