Pirlimpimpim foi um especial infantil produzido e exibido pela Rede Globo em em 12 de outubro de 1982 (Dia da Criança) para comemoração aos 100 anos de Monteiro Lobato.
Foi um marco na televisão brasileira, unindo música, fantasia e a obra de Monteiro Lobato para celebrar o Dia das Crianças e o centenário de nascimento do autor, com os temas dos personagens da série Sítio do Pica-Pau Amarelo.
O especial foi dirigido por Paulo Netto e Augusto César Vanucci.
O Conceito e a Trama
O especial não era apenas um episódio do seriado Sítio do Picapau Amarelo, mas sim uma fantasia musical. A história girava em torno de Emília, Narizinho e Pedrinho, que viajavam por um universo lúdico após usarem o famoso pó de pirlimpimpim. O objetivo era encontrar o "pote de ouro" no fim do arco-íris para salvar o mundo da imaginação.
Diferente do seriado fixo da época, o especial contou com efeitos visuais avançados para os padrões da década de 80 e um elenco de grandes nomes da MPB interpretando os personagens.
O projeto ficou famoso pela música "Lindo Balão Azul", de Guilherme Arantes, que é considerada uma das melhores canções infantis brasileiras já criadas, e que foi usada na primeira abertura do programa Balão Mágico.
O LP homónimo foi relançado em CD no ano de 2006 através da recuperação e remasterização dos Masters originais dos arquivos da gravadora Som Livre, pela reedição por Charles Gavin (baterista do Titãs), através do projeto "Masters Trilhas". O programa foi apontado como responsável por proporcionar um primeiro contato entre crianças e a MPB.
No final dos anos 70 foi também o nome de um programa infantil veiculado na TV Educativa do Rio de Janeiro, apresentado, entre outros, por Daniel Azulay.
Nunca mais esqueci as músicas, os personagens e o especial. Foi tão marcante quanto "A Arca de Noé", baseado na obra de Vinícius de Moraes e "Plunct Plact Zum".
No último dia 09 de março, data em que o apresentador Alberto G. Martins completou 50 anos, estreou o Estúdio 50tão, novo videocast dedicado a conversas e conteúdos para pessoas com 50 anos ou mais.
Com 26 episódios semanais na primeira temporada, o programa estará disponível no YouTube e no Spotify, com entrevistas e debates voltados a decisões práticas e reflexões de vida em uma fase marcada por transições importantes e novos projetos.
Ao longo da temporada de estreia, com direção de Taís Nicolino, o Estúdio 50tão organiza suas pautas em sete temas principais — autoconhecimento, carreira, finanças, saúde, estilo de vida, relacionamento e legado — reunindo convidados e especialistas para um espaço contínuo de discussões, histórias reais e dicas aplicáveis ao dia a dia.
Entre os entrevistados já confirmados estão o filósofo Renato Noguera, a diretora médica do Kurotel — spa médico pioneiro em medicina integrativa no Brasil — Dra. Mariela Silveira, a jornalista especializada em cinema Renata Boldrini, a atriz e cantora Rita Cadillac, o maquiador e ex-BBB Dicesar dos Santos, o criador do perfil Personal dos Avós Nikolas Nascimento, o blogueiro de viagens Ricardo Freire e os fotógrafos Lufe Gomes e Ike Levy.
“O Estúdio 50tão é o ateliê da vida sem prazo de validade, inspirado no planejamento da vida de milhões de cinquentões e cinquentonas, eu inclusive. Com ele, quero recalcular rotas, fazer novos planejamentos e inspirar pessoas a cuidar da velhice desde já. Afinal, sempre é tempo de criar hábitos e incorporar as dicas de quem já vive essa fase com consciência e energia”, afirma Alberto G. Martins.
Um videocast que nasce no centro de uma virada demográfica
A estreia do Estúdio 50tão acompanha uma transformação já mensurável no Brasil. De acordo com o IBGE — Projeções da População (Revisão 2024)*, o país tinha 60.702.511 pessoas com 50 anos ou mais em 2022 (29,9% da população). Para 2030, a projeção é de 70.756.682 pessoas 50+, chegando a 32,9% do total — cerca de um terço da população brasileira.
Nesse intervalo, o grupo 50+ cresce em mais de 10 milhões de pessoas (+16,6%), reforçando o tamanho e a relevância de uma audiência que influencia escolhas familiares, hábitos de consumo e decisões de longo prazo.
Ao se posicionar como uma conversa semanal, com foco editorial claro e linguagem direta, o Estúdio 50tão busca preencher um espaço ainda pouco ocupado por canais consistentes voltados à maturidade — a partir da vivência do apresentador e do repertório dos convidados.
Quem faz o Estúdio 50tão
Alberto G. Martins é Diretor Geral da B4Tcomm, agência que lidera há 18 anos. Atua em comunicação, relações públicas e assessoria de imprensa e, nos últimos cinco anos, também trabalha como produtor de conteúdo para redes sociais, conectando estratégia, narrativa e presença digital. Agora, produz e apresenta seu videocast autoral, o Estúdio 50tão, dedicado a conversas e conteúdos sobre a vida a partir dos 50 — fase que vive na pele.
Ao seu lado está Taís Nicolino, diretora de produção de TV, cinema e publicidade. Taís acumula trabalhos para C&A, SPFW, DM9, Michelin e Fiat, além de produções para GloboNews, Universal Channel, Multishow, GNT, TV Brasil, UOL e outros. No currículo, soma experiência em programas como Decora, Saia Justa e Samba na Gamboa.
Ao longo da carreira, atua em gestão de projetos de entretenimento, eventos, produto e conteúdo, e participou da direção em projetos como o clipe de Marisa Monte para o Latin Grammy Award e o filme “Domingo à Noite”. No Estúdio 50tão, Nicolino assina a direção do projeto, garantindo unidade narrativa, consistência e qualidade em cada episódio.
A primeira temporada do Estúdio 50tão tem apoio do Grupo R1, do Sheraton São Paulo WTC Hotel e da Shift Mobilidade.
Serviço
Videocast: Estúdio 50tão Estreia: 09 de março de 2026 Plataformas: YouTube e Spotify Temporada 1: 26 episódios, com novos episódios toda segunda-feira Apoio: Grupo R1, Sheraton São Paulo WTC Hotel e Shift Mobilidade @estudio50tao no Instagram, Facebook, X e Threads @estudio50tao.podcast no TikTok
*Notas de fonte
Dados demográficos: IBGE — Projeções da População (Revisão 2024). Método: soma dos grupos quinquenais de 50–54, 55–59 e 60+ na planilha “População por sexo e grupos quinquenais (2000–2070)” e cálculo da participação (%) sobre o total do mesmo ano.
A música "Sangue Latino" foi lançada no álbum de estreia do grupo Secos & Molhados em 1973.
Ney Matogrosso foi o vocalista principal deste grupo nesta icônica gravação, que se tornou um dos maiores clássicos da Música Popular Brasileira (MPB).
O álbum, também intitulado Secos & Molhados, destacou-se pela mistura de rock, MPB e folk.
O LP (Long Play - Disco Longo) foi um marco na música brasileira, apresentando outros sucessos como "O Vira" e "Rosa de Hiroshima".
A também icônica capa do disco, com o grupo tendo suas cabeças servidas em bandejas numa mesa de jantar, foi recriada no filme "Homem Com H" (2025) estrelado por Jesuíta Barbosa, no papel de Ney Matogrosso.
Veja a letra abaixo, uma das mais poderosas da MPB, com a qual me identifico muito.
Dona Beja (Ana Jacinta de São José, 1800-1873) foi uma lendária cortesã e figura influente do século XIX em Araxá, Minas Gerais, célebre por sua beleza, inteligência e por desafiar as convenções sociais, vivendo de forma independente e até gerenciando um bordel ("Chácara do Jatobá"), tornando-se um símbolo cultural de empoderamento feminino e da cidade, imortalizada em novelas, livros e homenagens turísticas como fontes e museus.
Quem foi:
Nome Verdadeiro: Ana Jacinta de São José.
Origem: Nasceu em Formiga (MG) e mudou-se para Araxá ainda jovem, onde sua história ganhou fama.
Personalidade: Era conhecida por sua beleza, inteligência e trato refinado, apesar de ser analfabeta, o que a tornou respeitada por intelectuais e políticos, mas também alvo de inveja feminina.
Influência: Desafiou os padrões femininos da época, gerenciou sua própria vida, teve filhos e influenciou decisões políticas, sendo uma mulher de posses e muito atuante.
A Lenda e a História:
Banhos nas Fontes: Acredita-se que sua beleza e juventude eram mantidas com os banhos nas águas sulfurosas das fontes termais de Araxá, que hoje levam seu nome.
Chácara do Jatobá: Mantinha um famoso bordel que servia também como ponto de encontro para reuniões políticas e sociais, aumentando sua influência.
Mito vs. Realidade: Sua história, contada oralmente e ficcionalizada em livros e novelas, gerou mitos, mas documentos históricos revelam uma mulher forte e independente, não apenas uma prostituta, sendo sua fama também fruto de preconceito da época.
Legado: É um forte símbolo de Araxá, dando nome ao Museu Histórico de Araxá, a fontes de água e a produtos locais, sendo tema de diversas obras, incluindo a famosa novela da Rede Manchete.
Morte e Descobertas:
Morreu em 1873, possivelmente de nefrite, e foi enterrada em Estrela do Sul.
Sua certidão de óbito foi emitida mais de 150 anos após sua morte, um fato que reacendeu o interesse por sua história.
Veja o trailer abaixo:
Teve uma primeira novela baseada na sua história feita pela extinta TV Manchete, escrita por Wilson Aguiar Filho, com colaboração de Carlos Heitor Cony, sob direção de David Grimberg e direção geral de Herval Rossano, e lançada em 1986. Quem interpretou Dona Beija (essa versão possuía a letra I no nome), foi a atriz Maitê Proença, tornando-se um grande sucesso na época.
Uma das músicas mais fortes (e ainda atuais) do Rock Nacional Brasileiro. E ela é de 1987, vai fazer 40 anos no ano que vem. E continua atual. Veja a letra:
O Cine Regina passava ótimos filmes. Um deles que fez muito sucesso de bilheteria foi o "Intriga Internacional" (1959) de Alfred Hitchcock. Fechou nos anos 1980.
Autor do projeto: Miguel Juliano.
Ano Projeto: 1959.
Construção: Antonio Lima Filho.
Área do Terreno: 975 m².
Número de Pavimentos: 1.
Lugares: ainda não conhecido.
Proprietário Original: Empresa Cinematográfica Havai Ltda.
No lugar deste prédio existe hoje um hotel. O Cine Regina ficava na Av. São João, 1.140 - República, São Paulo (SP).
Fontes:
Facebook - Grupo AMO SP, fotos antigas da história de São Paulo - Postagem de Amir Waynner.