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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

DONA BEJA: Nova Série da HBO

DONA BEJA: Nova Série da HBO

Dona Beja (Ana Jacinta de São José, 1800-1873) f
oi uma lendária cortesã e figura influente do século XIX em Araxá, Minas Gerais, célebre por sua beleza, inteligência e por desafiar as convenções sociais, vivendo de forma independente e até gerenciando um bordel ("Chácara do Jatobá"), tornando-se um símbolo cultural de empoderamento feminino e da cidade, imortalizada em novelas, livros e homenagens turísticas como fontes e museus. 
Quem foi:
  • Nome Verdadeiro: Ana Jacinta de São José.
  • Origem: Nasceu em Formiga (MG) e mudou-se para Araxá ainda jovem, onde sua história ganhou fama.
  • Personalidade: Era conhecida por sua beleza, inteligência e trato refinado, apesar de ser analfabeta, o que a tornou respeitada por intelectuais e políticos, mas também alvo de inveja feminina.
  • Influência: Desafiou os padrões femininos da época, gerenciou sua própria vida, teve filhos e influenciou decisões políticas, sendo uma mulher de posses e muito atuante. 
A Lenda e a História:
  • Banhos nas Fontes: Acredita-se que sua beleza e juventude eram mantidas com os banhos nas águas sulfurosas das fontes termais de Araxá, que hoje levam seu nome.
  • Chácara do Jatobá: Mantinha um famoso bordel que servia também como ponto de encontro para reuniões políticas e sociais, aumentando sua influência.
  • Mito vs. Realidade: Sua história, contada oralmente e ficcionalizada em livros e novelas, gerou mitos, mas documentos históricos revelam uma mulher forte e independente, não apenas uma prostituta, sendo sua fama também fruto de preconceito da época.
  • Legado: É um forte símbolo de Araxá, dando nome ao Museu Histórico de Araxá, a fontes de água e a produtos locais, sendo tema de diversas obras, incluindo a famosa novela da Rede Manchete. 
Morte e Descobertas:
  • Morreu em 1873, possivelmente de nefrite, e foi enterrada em Estrela do Sul.
  • Sua certidão de óbito foi emitida mais de 150 anos após sua morte, um fato que reacendeu o interesse por sua história. 
Veja o trailer abaixo:


Teve uma primeira novela baseada na sua história feita pela extinta TV Manchete, escrita por Wilson Aguiar Filho, com colaboração de Carlos Heitor Cony, sob direção de David Grimberg e direção geral de Herval Rossano, e lançada em 1986. Quem interpretou Dona Beija (essa versão possuía a letra I no nome), foi a atriz Maitê Proença, tornando-se um grande sucesso na época.




quarta-feira, 1 de outubro de 2025

MUBI: Dona Flor e Seus Dois Maridos agora disponível!

O filme "Dona Flor e Seus Dois Maridos", dirigido por Bruno Barreto e lançado em 1976 acaba de entrar no catálogo do streaming de Cinema MUBI


Esta é uma obra-prima do cinema brasileiro que se tornou um dos maiores sucessos de bilheteria do país. 

Baseado no aclamado romance homônimo de Jorge Amado, o longa conta a história de Flor, uma professora de culinária na Bahia que, após a morte de seu boêmio e apaixonado marido, Vadinho, se casa novamente, desta vez com o farmacêutico Dr. Teodoro, um homem de hábitos regrados e conservadores.

Livro: Publicado em 1966, o romance de Jorge Amado serviu como a base para todas as outras adaptações. É uma das obras mais populares do autor, conhecida pela sua narrativa rica em detalhes sobre a vida e a cultura baiana.

O enredo central se desenrola quando o espírito de Vadinho retorna para assombrar o quarto do casal, visível apenas para Flor. A trama se aprofunda no conflito interno da protagonista, que se vê dividida entre a segurança e a estabilidade proporcionada por Teodoro e a paixão e o erotismo incontrolável que Vadinho representa.

O filme explora de forma leve e divertida temas como sexualidade, religião, casamento, tradição e os dilemas entre a paixão avassaladora e a segurança de um relacionamento estável.

O papel de Dona Flor foi interpretado por Sônia Braga, Vadinho por José Wilker (1944-2014) e Dr. Teodoro por Mauro Mendonça, atuações que se tornaram icônicas na história do cinema brasileiro.

Prêmios

O filme de 1976 foi um sucesso de crítica e público, recebendo diversos reconhecimentos nacionais e internacionais. Entre os prêmios mais notáveis, destacam-se:

Globo de Ouro (EUA): embora o filme não tenha sido indicado ao prêmio, o desempenho de Sônia Braga chamou a atenção, solidificando sua reputação internacional.

Festival de Gramado: o filme foi um dos grandes vencedores do festival, recebendo o Troféu de Melhor Ator para José Wilker e Mauro Mendonça, além de ser aclamado pela crítica.

Festival de Miami: em 1977, o filme foi premiado no Festival Internacional de Cinema de Miami.

Recorde de Bilheteria: O filme de 1976 foi um marco, mantendo por 34 anos o título de maior bilheteria do cinema brasileiro, superado apenas em 2010 por "Tropa de Elite 2".

O sucesso de "Dona Flor e Seus Dois Maridos" de 1976 não se limitou ao Brasil, sendo exibido em diversos países e contribuindo para a divulgação do cinema brasileiro no exterior. O filme continua sendo um dos mais influentes e queridos da história do cinema nacional.

Adaptações

A obra de Jorge Amado teve diversas adaptações para diferentes mídias. A mais conhecida é o filme de 1976, mas outras versões também ganharam destaque:

Filme (2017): Em 2017, uma nova versão cinematográfica foi lançada, com direção de Pedro Vasconcelos. Nela, Juliana Paes interpretou Dona Flor, Leandro Hassum fez o papel de Dr. Teodoro, e Marcelo Faria viveu Vadinho. A produção teve uma abordagem mais contemporânea, mantendo o espírito da história original.

Série de TV: Em 1998, a TV Globo produziu a minissérie "Dona Flor e Seus Dois Maridos", estrelada por Giulia Gam como Flor, Edson Celulari como Vadinho e Marco Nanini como Dr. Teodoro. A série explorou com mais detalhes o universo da obra de Jorge Amado, aprofundando-se nos personagens e na atmosfera de Salvador.

MÚSICA: Sangue Latino (1973)

Sangue Latino - Ney Matogrosso A música "Sangue Latino" foi lançada no álbum de estreia do grupo Secos & Molhados em 1973.  N...